sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Brasil

Após 30 dias, familiares podem agendar coleta para comparação com 300 ossadas em SP

Amostras de parentes de pessoas desaparecidas serão confrontadas com dados obtidos em análises genéticas conduzidas em cooperação entre a Polícia Técnico-Científica e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Após 30 dias, familiares podem agendar coleta para comparação com 300 ossadas em SP
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

Familiares de pessoas desaparecidas há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético pelo site do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo. As amostras poderão ser comparadas com informações obtidas na análise de 300 ossadas sob responsabilidade do órgão.

A possibilidade foi estabelecida em um acordo de cooperação firmado entre a Polícia Técnico-Científica paulista e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), nesta quinta-feira (5). Segundo o governo do estado, o trabalho utilizará análises genéticas para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas.

Comparação de dados

As informações obtidas nos exames das ossadas serão confrontadas com dados de familiares armazenados em bancos genéticos. O procedimento também poderá considerar novas amostras coletadas de parentes que atendam ao período mínimo de desaparecimento informado pelas instituições.

A cooperação prevê o processamento das amostras e o avanço das análises genéticas. A perita criminal Maria Paula Valadares afirmou que a atuação conjunta permitirá ampliar a capacidade de processamento e contribuir para o andamento das investigações.

“A parceria representa um avanço importante no trabalho de identificação dessas ossadas. Com o auxílio do Comitê, poderemos ampliar o processamento das amostras e avançar nas análises genéticas, contribuindo para esclarecer suas identidades e fornecer informações que poderão auxiliar em futuras investigações”, disse.

Para Fernando Fornaris, coordenador de Proteção da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, a iniciativa também representa uma forma de preservar a dignidade das pessoas falecidas e de seus familiares.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos