quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Brasil

Canais postais já funcionam em 48 territórios incluídos no programa CEP para Todos

Segundo o Ministério das Comunicações, 12.348 comunidades urbanas passaram a ter ao menos um CEP; individualização por ruas, vielas e becos está prevista para a próxima etapa.
Canais postais já funcionam em 48 territórios incluídos no programa CEP para Todos
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

O programa CEP para Todos chegou à etapa de instalação de canais de atendimento postal em 48 dos 58 territórios indicados pelo Ministério das Cidades. O número corresponde a 82,8% da meta informada pelo Ministério das Comunicações, que coordena a ação em conjunto com os Correios no âmbito do programa Periferia Viva.

As estruturas, que incluem unidades do Correios Essencial e Pontos de Coleta, foram instaladas dentro das comunidades ou em áreas próximas. A proposta é aproximar os serviços postais dos moradores e facilitar o recebimento de correspondências e encomendas, segundo a subsecretária de Governança das Entidades Vinculadas, Lumárya Souza.

CEP para os territórios

Além dos pontos de atendimento, o governo informou que as 12.348 favelas e comunidades urbanas mapeadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passaram a contar com pelo menos um Código de Endereçamento Postal (CEP). A medida foi anunciada nesta quarta-feira (4), no Dia da Favela, e, de acordo com o Ministério das Comunicações, alcança 16,3 milhões de moradores.

Essa etapa fornece uma identificação postal para cada território, mas não significa que todas as ruas, vielas e becos já tenham códigos próprios. A próxima fase anunciada pelo governo prevê justamente a individualização dos CEPs, com o objetivo de tornar o endereçamento mais específico dentro das comunidades.

Acesso a serviços

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o reconhecimento do endereço tem efeitos que vão além da entrega de cartas e encomendas. Em nota, ele relacionou a iniciativa à inclusão social, ao fortalecimento da cidadania e ao acesso a serviços e oportunidades em condições de igualdade.

Segundo o ministro, a ausência de um CEP pode dificultar a realização de compras e o preenchimento de cadastros necessários para o acesso a direitos sociais. Lumárya Souza também citou possíveis dificuldades para obter serviços financeiros, matricular crianças em escolas e solicitar atendimentos de emergência quando não há uma referência postal reconhecida.

A subsecretária declarou que a instalação de canais de atendimento e pontos de coleta amplia a presença dos Correios nesses territórios. Ela afirmou ainda que a aproximação dos serviços postais pode facilitar o acesso dos moradores a serviços públicos e privados.

Etapas do programa

O anúncio reúne duas frentes distintas: a atribuição de ao menos um CEP às comunidades mapeadas pelo IBGE e a implantação de estruturas de atendimento em parte dos territórios indicados pelo Ministério das Cidades. Enquanto a primeira etapa foi informada como concluída para as 12.348 áreas, a segunda alcançou 48 dos 58 territórios previstos.

A individualização dos códigos por via foi apresentada como a continuidade do programa. Não foram informados, na divulgação, prazo para concluir essa fase nem a distribuição dos 10 territórios que ainda não haviam recebido os canais de atendimento previstos.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos