sábado, 24 de outubro de 2026
Brasil

Sul lidera prisões, e Sudeste concentra atendimentos na Operação Mulher Segura

Balanço de 141 dias mostra diferenças regionais nas ações contra a violência contra mulheres; operação registrou 57.790 prisões e atendeu 228 mil vítimas.
Sul lidera prisões, e Sudeste concentra atendimentos na Operação Mulher Segura
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

A distribuição regional dos resultados da Operação Mulher Segura apresentou diferenças entre prisões e atendimentos às vítimas. Enquanto a Região Sul concentrou 36% das prisões de agressores de mulheres, o Sudeste reuniu 33% das vítimas atendidas durante as diligências, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Coordenada pelo ministério, a mobilização registrou 57.790 prisões e 228 mil atendimentos em 141 dias. As ações começaram em 1º de junho e foram realizadas por forças de segurança estaduais e federais em diferentes partes do país.

Diferenças entre as regiões

Depois do Sul, que respondeu por 36% das prisões, aparece o Centro-Oeste, com 26%. O Sudeste concentrou 18% das detenções, seguido pelo Nordeste, com 15%, e pelo Norte, com 4%.

O detalhamento divulgado apresenta os percentuais regionais das prisões e informa que o Sudeste teve a maior participação proporcional no atendimento às vítimas, com 33%. Não foram informados os números absolutos de prisões e atendimentos correspondentes a cada região.

Tipos de ocorrência

Entre as ocorrências registradas durante a operação, a lesão corporal foi a mais frequente, com 16.644 casos. A ameaça apareceu em seguida, com 15.019 registros. Também foram contabilizados 4.949 descumprimentos de medidas protetivas de urgência. Outras tipificações somaram 5.165 ocorrências.

Do total de prisões, 49.129 ocorreram em flagrante e 8.661 foram realizadas por meio do cumprimento de mandados judiciais. A operação prevê a responsabilização dos autores de violência especialmente em situações apontadas como de risco de agravamento para formas mais graves de violência contra a mulher.

Efetivo e abrangência

A Secretaria Nacional de Segurança Pública mobilizou 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todas as unidades da federação. As ações alcançaram 4.253 municípios, conforme os dados apresentados pelo Ministério da Justiça.

A mobilização reúne atividades de prevenção, proteção e atendimento. Entre as medidas citadas estão visitas preventivas, acompanhamento de mulheres protegidas por medidas protetivas e ações voltadas à responsabilização dos autores por meio de prisões em flagrante e cumprimento de ordens judiciais.

De acordo com o ministério, a Operação Mulher Segura tem caráter permanente e também inclui ações de caráter social e educativo. A expectativa da pasta é que 100 mil agressores de mulheres sejam retirados das ruas até o fim do ano. O balanço divulgado, porém, registra os resultados acumulados nos 141 dias analisados e não detalha metas intermediárias, prazos por região ou a distribuição dos atendimentos entre os municípios alcançados.

Canais de orientação

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. O Ligue 180 oferece atendimento gratuito, sigiloso e 24 horas por dia. O serviço recebe denúncias pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e por videochamada em Libras.

A divulgação também menciona a Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público, a Procuradoria-Geral Eleitoral, a Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça, a Polícia Federal e o Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União como canais institucionais para comunicação, assistência ou orientação jurídica.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos