segunda-feira, 5 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Participação feminina cresce 3,7 pontos percentuais na Câmara após eleição de 2022

A eleição de 2022 ampliou a presença feminina na Câmara dos Deputados. As mulheres passaram de 90 para 109 cadeiras, e sua participação subiu de 17,5% para 21,2% do total. Mesmo com o avanço, a maioria dos mandatos continuará ocupada por homens.
Agradecer-a-Deus-55

A participação feminina na Câmara dos Deputados aumentou após a eleição de 2022, mas as mulheres continuarão sendo minoria entre os parlamentares. A próxima composição terá 109 deputadas em um total de 513 cadeiras. O número representa 21,2% da Casa, contra 17,5% na legislatura anterior.

O resultado acrescentou 19 cadeiras à bancada feminina. Ao mesmo tempo, os homens ocuparão 404 vagas, o equivalente a 78,8% da Câmara. Com isso, a diferença entre o número de deputados e deputadas será de 295 cadeiras.

A nova proporção representa um avanço na presença das mulheres no Legislativo, mas não altera a predominância masculina na composição geral da Câmara. A relação será de aproximadamente quatro homens para cada mulher entre os parlamentares eleitos.

Participação feminina sobe de 17,5% para 21,2%

Antes da eleição de 2022, as mulheres ocupavam 90 cadeiras na Câmara, o que correspondia a 17,5% do total. Com a definição da nova composição, a bancada feminina passou a contar com 109 deputadas eleitas.

Em termos proporcionais, o aumento foi de 3,7 pontos percentuais. A variação decorre da eleição de 19 mulheres a mais em relação à composição anterior. O crescimento levou a representação feminina a superar a marca de 100 cadeiras pela primeira vez na série considerada pelos dados divulgados pela Câmara.

A mudança também alterou a distância numérica entre os dois grupos. Na composição anterior, havia 323 cadeiras de diferença entre homens e mulheres. Após a eleição, essa distância caiu para 295 vagas, embora os deputados ainda representem a maioria ampla dos integrantes da Casa.

Mulheres ocuparão pouco mais de um quinto das cadeiras

As 109 deputadas eleitas representarão pouco mais de um quinto da Câmara. A proporção de 21,2% significa que, a cada cinco cadeiras, aproximadamente uma será ocupada por uma mulher.

O percentual, porém, permanece abaixo da metade das vagas disponíveis. Para alcançar uma divisão igual entre homens e mulheres, seria necessário que cada grupo ocupasse cerca de metade das 513 cadeiras. A composição definida em 2022 ainda mantém uma diferença expressiva entre as bancadas.

O resultado das urnas combina, portanto, dois movimentos distintos. De um lado, houve crescimento da participação feminina e aumento do número absoluto de deputadas. De outro, a maioria masculina continuou predominante no plenário, com 404 cadeiras.

Resultado amplia a bancada feminina

O acréscimo de 19 deputadas modificou a dimensão da bancada feminina na Câmara. O grupo passou de 90 para 109 parlamentares, uma elevação de 21,1% no número de cadeiras ocupadas por mulheres.

O cálculo considera a comparação entre as 90 deputadas da legislatura anterior e as 109 mulheres eleitas para a composição seguinte. A diferença corresponde a 19 mandatos adicionais para a representação feminina.

A variação percentual do tamanho da bancada é diferente da participação das mulheres no total da Câmara. Enquanto a bancada cresceu 21,1% em relação ao número anterior, a fatia feminina da Casa passou de 17,5% para 21,2%, um aumento de 3,7 pontos percentuais.

Maioria masculina permanece na Câmara

Apesar da expansão da bancada feminina, os homens continuarão ocupando a maior parte das vagas. Serão 404 deputados entre os 513 integrantes da Câmara, o que corresponde a 78,8% do total.

A diferença de 295 cadeiras mostra que o crescimento feminino não foi suficiente para aproximar as bancadas de uma divisão equilibrada. As mulheres terão 109 mandatos, enquanto os homens terão quase quatro vezes esse número.

O retrato de gênero da Câmara eleita em 2022, portanto, registra avanço na quantidade de deputadas sem produzir uma maioria feminina ou uma composição próxima da paridade. A presença das mulheres será a maior em números absolutos entre as composições consideradas no levantamento, mas seguirá minoritária.

O que muda na composição da Câmara

A principal alteração está na escala da representação feminina. A bancada, que antes correspondia a menos de um quinto das cadeiras, passará a ocupar mais de 20% da Casa. O resultado leva a participação das mulheres a um novo patamar dentro da Câmara.

Essa mudança pode ser observada tanto no número de cadeiras quanto na proporção do total. São 19 deputadas a mais e uma diferença menor entre as bancadas. Ainda assim, a estrutura geral permanece marcada pela predominância masculina, já que os homens seguirão responsáveis por mais de três quartos das vagas.

Os dados não indicam uma substituição da maioria masculina, mas uma ampliação da presença feminina dentro de uma composição que continua desigual entre os gêneros. A eleição de 2022 alterou o equilíbrio numérico, sem modificar a condição minoritária das mulheres na Câmara.

Números da nova composição

A composição eleita pode ser resumida pelos seguintes dados:

  • 513 cadeiras no total da Câmara dos Deputados;
  • 109 deputadas eleitas, equivalentes a 21,2% da Casa;
  • 404 deputados eleitos, correspondentes a 78,8% das vagas;
  • 19 cadeiras femininas a mais em comparação com a legislatura anterior;
  • crescimento da bancada feminina de 90 para 109 parlamentares;
  • redução da diferença entre homens e mulheres de 323 para 295 cadeiras.

Os números mostram que o avanço da representação feminina ocorreu em duas frentes: no total de mandatos e na participação proporcional. O aumento, contudo, não foi suficiente para alterar a maioria masculina na Câmara.

Avanço numérico não significa paridade

A eleição de 2022 produziu o maior número de deputadas eleitas registrado até então, segundo os dados divulgados pela Câmara. A marca de 109 mulheres representa uma expansão em relação à composição anterior e amplia a visibilidade da bancada feminina no Legislativo.

O recorde numérico não deve ser confundido com igualdade de representação. Mesmo com a nova marca, as deputadas ocuparão 21,2% das cadeiras, enquanto os deputados ficarão com 78,8%. A diferença entre os percentuais evidencia que a maior presença feminina conviverá com uma maioria masculina de larga vantagem.

O retrato final da Câmara após as eleições de 2022 será, assim, marcado por uma mudança relevante na participação das mulheres, mas também pela continuidade da predominância dos homens. A bancada feminina crescerá, ultrapassará 100 cadeiras e alcançará sua maior dimensão, sem deixar de ser minoritária na composição do Legislativo.